A Escolha:
Decidimos que neste fim de semana iremos pescar papa-terras. A escolha foi feita seguindo a lógica, o tempo esta relativamente frio (isto aconteceu há duas semanas atrás), temos noticias de que a água esta bastante limpa, o mar esta muito calmo, em resumo, esta perfeito para tentar os grandes papa-terras.
O Local:
Como estamos em Rio Grande, o local mais próximo é a praia do Cassino, então decidimos fazer a primeira tentativa a exatamente 9 Km ao sul da entrada principal junto à imagem de Iemanjá, local onde sempre tem bons buracos próprios para a pesca.
Então no domingo pela manhã, entramos na beira da praia às 8 horas e nos dirigimos diretamente a nossa primeira parada, fomos observando o mar, buscando um buraco que estivesse relativamente perto mas não encontramos. Decidimos por um local onde a onda estourava, pelos nossos cálculos, a aproximadamente 80 ou 90 metros, fizemos tentativas de pescar na primeira canaleta antes do estouro da onda porem não tivemos nenhuma batida do peixe que procurávamos, os primeiros peixes que pegamos foi quando lançamos nossos chumbos após a arrebentação da onda.
O material:
Como a pesca proposta era de papa-terra, e os maiores que vimos ate hoje tem no máximo 1 Kg., decidimos por uma linha 0,25 na carretilha, mais por conta dos chumbos que iríamos utilizar do que pelo porte dos peixes.
Usamos chumbos de 125 gr. no formato pirâmide para segurar firmemente os anzóis dentro do buraco escolhido. Para puxar este chumbo, colocamos um arranque de 9 metros de uma bitola 0,40 colados a um redutor 0,30 de 1 metro, a fim de facilitar a emenda com a linha da carretilha.
O rabicho escolhido foi um convencional de dois anzóis, com giradores duplos para evitar o enrosco dos anzóis tanto ao lançar como ao recolher. Este rabicho apresenta bons resultados quando temos que efetuar lances longos.
Os anzóis utilizados foram os Mustad, serie 221 número 4, este anzol pode ser considerado grande para muitos pescadores, porem a nossa intenção era conseguir peixes de bom porte, e para tal, precisávamos de boa quantidade de isca. Empatamos nossos anzóis com linha 0,40 para evitar que afundassem e mantivessem nossas braçoladas bem armadas.
A isca:
Com relação a isca daria para escrever um livro, porem como nosso objetivo era pegar exemplares de porte decidimos inovar um pouco, levamos tainha e peixe-rei mas logicamente tínhamos também camarão e corrupto, iscas tradicionais da região.
A tainha foi utilizada sem pele, cortada em finos filés, já o peixe-rei foram fileteados com pele e com aproximadamente uns 3 milímetros de espessura, que foram cortados em tiras de uns 5 centímetros.
O resultado:
Eram aproximadamente 9 horas quando efetuamos os primeiros lances, custamos a acertar o local da pesca, inicialmente lançamos alem da arrebentação, porem as primeiras peças foram capturadas em lances mais curtos, na decida da coroa. Pegamos os primeiros peixes depois das 9:30, eram papa-terras de uns 40 centímetros, que estavam comendo muito bem as iscas de peixe-rei, os anzóis iscados com camarão traziam somente exemplares pequenos de papa-terras e corvinas, peixes que não estavam no nosso roteiro e que foram devidamente devolvidos.
Decidimos mudar de isca e utilizar as tainhas, estas estavam um pouco passadas, foram compradas uns cinco dias antes e não tinham sido fileteadas na hora. Ao retirá-las do freezer não estavam muito boas para isca, para utilizá-las tivemos que amarra-las porque caiam do anzol já no lance. Para nossa surpresa, começamos a pegar umas corvinas maiores que os papa-terras, duas delas chegando a alcançar 3 kg., fizemos a famosa troca de posição de iscas colocando peixe-rei no anzol de baixo e tainha no anzol de cima, as corvinas vinham sempre na tainha, inclusive quando trocávamos as iscas de posição.
Pegamos uns 50 papa-terras e umas 10 corvinas, estamos falando em peixes de mais de 40 centímetros, os outros eram devolvidos.
No próprio domingo comemos todos os peixes que trouxemos, 6 papa-terras e 3 corvinas, ficamos contentes com nossa pescaria, e decidimos que iríamos tentar novamente no próximo fim de semana, infelizmente o tempo não permitiu.
As conclusões:
Foi uma das poucas vezes que começamos a pescar com um material e terminamos com o mesmo, podemos concluir que: ou foi muito bem escolhido ou acertamos de cara, decidimos que foi bem escolhido. Afinal era um material padrão sem extravagâncias, um caniço que nos permitia atingir o local da pesca e nos fornecia suficiente sensibilidade para sentir as batidas dos peixes, o comprimento destes estava entre 3,60 e 3,90 metros de ação médio pesada. As carretilhas eram de porte médio, ABU 6500 e similares. Todos nos estávamos com suportes para os caniços e para as nossas caixas de isca, implemento indispensável em uma pescaria de beira de praia.
A esta altura vocês devem nos estar chamando de mentirosos, afinal pegamos 60 peixes e comemos 9 e ainda dissemos que foram todos os que trouxemos. Pois bem, sempre que vamos comprar carne ou peixe e encontramos estes congelados reclamamos, para que iríamos congelar para depois comê-los?.
Quando tivermos vontade de comer um peixe, aproveitamos e Vamos Pescar novamente.